A Genética
REFLEXÃO PESSOAL – As mutações genéticas
Após estudar este tema da Genética e a sua interferência com o comportamento humano, apesar de conhecer alguns temas devido ao facto de estudar Biologia, foi-me mais fácil saber alguns conceitos que foram importantes para a realização deste trabalho. Tentei, portanto, apresentar aqui os que achei mais importante, e também porque é importante para quem lê esta reflexão fique a saber um pouco mais sobre este temas. Estes foram para mim os mais importantes:
· Hereditariedade: conjunto de processos biológicos que presidem à transmissão das características dos pais à sua descendência.
· Genética: estudo da variabilidade dos caracteres individuais e a sua transmissão a geração seguinte.
A transmissão genética de geração para geração é da responsabilidade de vários agentes, tais como:
· Células germinais: O óvulo e o espermatozoide são células germinais/reprodutoras originárias, respetivamente, da mãe e do pai. São o veículo das características recebidas dos nossos ascendentes.
· Ovo: Primeira célula do indivíduo, resultante da fecundação do óvulo, efetuada por um espermatozoide.
· Cromossomas: Elementos integrantes do núcleo de cada célula, transportadores de genes, que são as unidades básicas da hereditariedade.
· Genes: Estão alojados nos cromossomas e são as unidades básicas da hereditariedade. Têm a função de armazenamento do património genético, bem como a sua transmissão. Contêm a informação responsável pela constituição orgânica do ser vivo.
· ADN (ácido desoxirribonucleico): molécula complexa formada por subestruturas de fosfatos, bases e açúcares, cuja sequência determina toda a informação genética transmitida pelos cromossomas.
· Genoma humano: código genético de cada um de nós, isto é, a informação que os genes disponibilizam para a construção e funcionamento do nosso organismo. Esta informação consiste no ADN.
Um dos casos que me chamou mais a atenção foi o caso das mutações genéticas e quis conhecer alguns exemplos de artigos ou documentários e saber melhor sobre o assunto. Sei que muitos colegas resolveram falar de artigos mais conhecidos, como Chernobyl, mas vou falar de um que me chamou a atenção, nomeadamente o caso de um documentário que vi há poucos anos numa aula de ciências, e tem o nome de “The Cove” e fala de uma equipa de ativistas, realizadores e alguns mergulhadores, às escondidas, infiltram-se numa cidade no Japão, com o nome de Taiji. Estas gravações tinham como conteúdo homens japoneses a cercar sem licença e a matar golfinhos (mais de 20000 golfinhos por ano), e trocar a carne destes pela carne de baleia vendida nos mercados. Ao dizer isto desta troca de carnes não parece muito mau para quem não sabe, mas para quem se interessa mais pelo assunto descobre que a carne de golfinho contém tanto mercúrio como a carne humana, ou seja, todas as pessoas, que não eram poucas, comiam “seres humanos”, eram “canibais” sem saber, e quem come carne humana ao longo dos anos vai tendo múltiplas doenças e o pior é para quem fica grávida e come desta carne. Ao nascer estes filhos, todos estes filhos devido à carne dos golfinhos nasceram, uns sem pernas, outros sem braços, outros sem pernas e braços, outros com a cara toda deformada, e para não falar de todas as doenças incuráveis com que nascem. Este massacre de golfinhos acabou por deformar várias gerações de habitantes do Japão e só quando este documentário foi lançado é que os causadores deste massacre à população e aos golfinhos foram julgados e presos.
Em suma, posso afirmar que a genética e as mutações genéticas envolvem um entendimento muito exaustivo da formação do código genético de cada um e são muito importantes para a existência da variabilidade genética. As mutações genéticas, para muitos, estão relacionadas com malformações, como o nascimento de um novo ser com polidactilia, isto é, número superior de dedos ao normal existente numa mão humana, mas as mutações são importantíssimas para o próprio desenvolvimento da genética, pois são as mutações genéticas, associadas à separação aleatória de cromossomas homólogos e a fenómenos de crossing-over, que permitem variações dentro de uma mesma espécie, existindo por isso vantagens e desvantagens associadas às mutações genéticas. Contudo, na minha opinião pessoal não é a existência de mutação num indivíduo que o torna mais ou menos humano que uma pessoa aparentemente saudável, mas sim as crenças dogmáticas existentes no interior de cada um que torna esta situação num problema que ascende a problema ético, dado que todos devemos ser tratados de forma igual e não invalidados pelas diferenças, pois são estas que aumentam a variabilidade genética e com isso a possibilidade de uma contínua e ininterrupta seleção natural e propagação da espécie humana
Bibliografia:
ABRUNHOSA, Maria Antónia; LEITÃO, Miguel (2001) – 12º Ano Psicologia B, volume 1. Areal Editores.
MONTEIRO, Manuela Monteiro; FERREIRA, Pedro Tavares (2009) – Ser Humano: 1ªParte – Psicologia B 12ºAno. Porto Editora.
Gonçalo Palma